Sem tabus, Henrique Agostinho fala para este blog sobre o seu polémico livro "Vende-se Portugal" ...
Em forma de anúncio de jornal, o autor anuncia na capa do seu livro "Portugal: País acolhedor e pacato; Excelente oportunidade para a gestão eficaz da Marca Portugal;Motivo da Venda: Deficits Elevados"
Leia, também, a rubrica "Em conversa com o autor" aqui.
Concordo com o Sr. Sem Nome. Este Governo até tem feito algumas coisas nessa matéria apesar de reconhecer que quando estou fora ( infelizmente poucas vezes) raramente encontro a Marca Portugal.
Sr. Sem nome: notícas sobre a Marca Portugal? Claro que sim, de várias Comissões, Institutos, ICEPs e coisas que tal. Desde há pelo menos 6 anos a esta parte. A verdade é que vejo da Austrália à Islândia o Mateus Rosé e o Vinho do Porto, mas nem estes estão normamente identificados pelo consumidor com Portugal!!! Há que de facto vender Portugal, a começar na gastronomia (se a Pizza é um império, imaginem a nossa sandes de leitão, doçaria, bacalhau e tremoçada), passando pelos vinhos (Porter, tinhas razão, há 20 anos que deviamos ter um vinho "Portugal" e sub-marcas de "quintarolas") e obviamente pelo turismo (AL-GARVE não basta, até porque já está vendido, falo de rotas de vinhos, de turismo rural, dos Açores, da nossa história,....). Disponibilizo-me para mais uma nova comissão apolitizada. Claro, desde que me garantam 100 milhões de euros!! :)
Sr. Sem nome: notícas sobre a Marca Portugal? Claro que sim, de várias Comissões, Institutos, ICEPs e coisas que tal. Desde há pelo menos 6 anos a esta parte. A verdade é que vejo da Austrália à Islândia o Mateus Rosé e o Vinho do Porto, mas nem estes estão normamente identificados pelo consumidor com Portugal!!! Há que de facto vender Portugal, a começar na gastronomia (se a Pizza é um império, imaginem a nossa sandes de leitão, doçaria, bacalhau e tremoçada ), passando pelos vinhos Porter , tinhas razão, há 20 anos que deviamos ter um vinho "Portugal" e sub-marcas de "quintarolas") e obviamente pelo turismo AL-GARVE não basta, até porque já está vendido, falo de rotas de vinhos, de turismo rural, dos Açores, da nossa história,....). Disponibilizo-me para mais uma nova comissão apolitizada . Claro, desde que me garantam 100 milhões de euros!! :)
Apesar de se estar a fazer alguma coisa pela marca Portugal, o autor está certo porque ainda temos muito que fazer. Estou curioso por ler este livro. Já está à venda?
A mim quere-me parecer mais que o autor quer é vender, e a qualquer preço... o livro dele. E há coisas que não têm preço e não são vendáveis, mas se calhar para esse autor, e seguindo a sua própria lógica, ele até venderia a sua própria mãe, se a proposta fosse boa. Enfim...nada mais a opinar e comentar, caso contrário ainda teria de escrever um ou dois palavrões apropriadamente adjectivantes...
Acho que não percebeu do que é que o livro fala. É sobre as campanhas de turismo feitas lá fora relativamente a Portugal e a falta de brio do país em relação ao esforço de atrair investimento externo. A frase "Vende-se Portugal" é uma hipérbole propositada. Tem de se ter algum cuidado em comentar precipitadamente as ideias dos outros antes de as ouvir por completo.
Certamente a nossa "marca" pode sempre ser melhorada. Parece-me que tornar esta discussão mais transparente e aberta é fabuloso e tive a sensação de que acontecesse. Parece sempre um assunto de iluminados, longe de todos ou, pelo menos, com um pensamento muito afastado da visão do "meu" país. Normalmente, esta visão começa por ser lisboacêntrica , ou seja, regionalista, ou seja, a minha região é melhor que o resto do país. Corresponde por isso a uma imagem autista da realidade. Espero que este livro ponha a nu como na entrevista parece por, os enviesamentos na definição de uma estratégia nacional. Quando ler, farei novo comentário!