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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
"A Matemática em Portugal: uma questão de Educação"

Sobre “Matemática em Portugal: uma questão de Educação”,

para o Diário Económico

por Jorge Buescu

 

O que é a Matemática e porque é considerada ”difícil”?

 

Ao contrário de convicções generalizadas, a Matemática não trata de números. Economistas, engenheiros ou gestores lidam com números e até podem utilizar ferramentas matemáticas para trabalhar. Mas isto não é fazer Matemática. A Matemática trata de ideias. O trabalho de um matemático é identificar estruturas e padrões e investigar como é que eles se relacionam. Nesse sentido, o processo criativo em Matemático tem muitas semelhanças com as Artes.

No entanto, também tem diferenças. E a diferença mais importante é o seu carácter implacavelmente cumulativo, provavelmente mais agudo do que em qualquer outra ciência. Porque é que tantas pessoas afirmam com naturalidade “nunca ter gostado de Matemática”? Muito provavelmente porque, algures no ensino básico ou secundário, deixaram de seguir o fio condutor da exposição matemática nalgum ponto, e a partir daí a exposição passou a nunca mais fazer sentido. Cada aula passou a ser mais uma experiência dolorosa, mais um penoso e inútil sacrifício. Se o leitor nunca sentiu pessoalmente esta angústia, é muito provável que conheça bastantes casos em que ela se verificou.


Porque é que Portugal nunca teve um único matemático de primeira grandeza, da craveira de Newton, Euler ou Gauss?

Portugal é um país historicamente irrelevante do ponto de vista científico. Na Matemática é mesmo, com duas ou três excepções, invisível. Na minha opinião, esta invisibilidade deve-se à permanente mediocridade histórica do ensino das ciências em Portugal em comparação com os países europeus desenvolvidos. Olhando apenas para o ensino mais básico, atente-se nos seguintes números: Em 1878, a taxa de analfabetismo é de 80%. É estarrecedor comparar este número com o que se passa na Europa culturalmente avançada: no mesma altura a taxa de analfabetismo na Suécia era de 0,4%, na Alemanha 0,51%, em Inglaterra e na Escócia, 1% na Noruega, 0,08% e na Dinamarca, 0,36%.

Como poderiam aparecer grandes matemáticos em Portugal, se o ensino da Matemática, desde o mais básico, sempre foi deficiente? Como poderiam aparecer grandes cientistas em Portugal, se o ensino das Ciências sempre foi deficiente? O contrário é que seria surpreendente.


Considera, ou não, que os portugueses têm um raciocínio muito intuitivo?

 

Nem mais nem menos intuitivo do que outros povos. De resto, uma compreensão quantitativa, lógica e matemática do mundo é essencial no processo de tomada de decisões, mesmo “intuitivas”. Como dizia Pasteur, “a sorte favorece as mentes preparadas”. Infelizmente, é minha convicção que não estamos a fornecer às mentes dos nossos jovens a p+reparação adequada.

 


Em termos de ensino de Matemática, o que propõe que seja feito para melhorar esta área do saber?

Existe um atraso estrutural a recuperar na Educação. Mas não é necessário inventar a roda. Na Matemática grande parte dos problemas impondo exigências de qualidade em quatro ou cinco grandes questões: programas, manuais escolares, avaliações e formação de professores. Sem resolver estas questões não é necessariamente atirando dinheiro para cima dos problemas que progredimos.

 

 

 

 

 

Este post também foi publicado no blog:www.livrosemanias.blogs.sapo.pt

publicado por Mafalda Avelar às 07:07
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