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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Entrevista a Fernando Nobre, candidato à Presidência, Presidente da Ami e autor de "Humanidade"

ENTREVISTA FERNANDO NOBRE Presidente da AMI

"Ser líder é ter deveres. Não é ter direitos"

 

Por Mafalda de Avelar, a 16 de Janeiro 2010, para o Diário Económico

 

O homem que não conhece apenas as realidades que descreve, sente-as

Novo livro resume a visão de Fernando Nobre sobre o Mundo

 

Temos que despertar para a cidadania global solidária é a grande mensagem de " Humanidade ", no novo livro de Fernando Nobre , Presidente da Assistência Médica Internacional (AMI). Participante activo da nossa sociedade, este médico, doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, fala das inquietudes da nossa sociedade e das mudanças necessárias para termos um mundo melhor. Utópico? Muito pouco. Ser prático está lhe no sangue, que se quer a fluir rápido quando catástrofes como a que o mundo viveu esta semana no Haiti acontecem. A AMI, diz Fernando Nobre , vai enviar 10 pessoas para ajudar. "Dinheiro para comprar cloro e medicamentos, nos países vizinhos, é o que precisamos mais. Alimentos e roupas têm um custo de transporte grande."

 

 

Este livro agora. Porquê?

 

Por um lado: há 30 anos que ando no terreno, a AMI faz 25 anos, tenho escrito outros livros, a falar das minhas viagens, dos meus gritos e das minhas imagens; por outro, no meu blog algumas pessoas interpelam-me para me perguntar "porque é que não nos diz um pouco mais claramente o que pensa?". Por tudo isso escrevi este livro, onde tentei estruturar algo que me permitisse responder às várias questões que as pessoas me colocam e também estruturar o meu pensamento sobre aquilo que considero serem os grandes desafios, as grandes ameaças e as esperanças para a humanidade . E já agora também para falar dos grandes desafios nacionais porque, como todo o português que se preze, também ando preocupado com o nosso país - assim como ando com a humanidade . Foi uma maneira de fazer o meu testamento filosófico e político (embora não partidário) antes de tempo. E assim surgiu este livro escrito durante as férias.

 

Qual a maior inquietude que sente na sociedade?

Eu acho que são as questões sociais, embora comecem a disputar as questões ambientais e éticas - dai falar (no livro) da questão da espiritualidade. (…) A espiritualidade é uma das interpelações que mais frequentemente me fazem e que mais tem transparecido nos contactos que faço na rua, nos cafés, no comboio,

Em termos de aspectos sociais - e com o desemprego a dois dígitos - como é que define esta inquietude social?

É extremamente legítima até porque nós sabemos todos que poderíamos estar além dos dois dígitos se não tivéssemos a viver uma nova onde migratória. (…) Nós sabemos que a questão financeira, económica e social está por resolver. Há um ano, quando estávamos no auge da crise, falava se da necessidade de maior regulamentação, fiscalização (…), enfim moderação nos salários, nos bónus, nos produtos financeiros. Todo esse discurso desapareceu como se não tivesse acontecido nada. Eu acho que o mundo após esta crise é um mundo que exige mudança e há que ter a coragem no mundo político global - e nacional também - para exigir aos intervenientes económicos e financeiros mudanças de atitude e de comportamento. Temos que assumir que isso não se volte a repetir. Como isto está a ser conduzido nada está garantido. Neste livro tento apelar ao extremo bom senso, ao mudar de algumas atitudes e a que os líderes entendem, de uma vez por todas, que ser líder é ter deveres. Não é ter direitos. Se assim não entendermos o que aconteceu há um ano vai se repetir e a humanidade pagará um preço muito mais elevado do que aquele que está a pagar.

 

A maior ênfase deste livro?

A questão da cidadania global solidária. A democracia representativa pode ser aperfeiçoada com uma quota parte de democracia participativa. (…)É a minha verdade, não é absoluta mas é aquela que eu acredito que devo exprimir porque a minha idade e a minha vivência global dá-me o dever de o fazer. Senti também o imperativo de escrever o que escrevi com toda a frontalidade. Escrevi aquilo que penso. A menos que mudemos de paradigma, de comportamento humano e de sociedade acho que está lá exactamente aquilo que sinto. Este livro é apenas isso.

 

 

Excertos do livro

 

espiritualidade

 

 

 

"Só ela, a espiritualidade, nos permitirá, com «os pés no chão e a mente no rodopio das galáxias», vencer os desafios globais que descrevo na Primeira Parte do presente livro e outras que venham a surgir e implementar as soluções as soluções esperançosas que descrevo na Segunda Parte, terminando pela mais esperançosa de todas: a espiritualidade global fraterna."

"Temos que apostar nos valores universais, tais como o amor, a ética, a equidade, a justiça, a tolerância, o perdão, a solidariedade, a fraternidade, a dignidade, a honra e o civismo…sem os quais nada será possível, nomeadamente o restabelecimento da insubstituível e indispensável confiança entre os cidadãos, o Estado e o mercado. Isso também é espiritualidade …"

democracia

Uma certeza tenho: a democracia, que em todas as minha conferencias comparo a uma papoila, não é perene.

Ela terá de resistir, de se adaptar às mudanças ou de morrer, transitoriamente, até que o sopro da liberdade lhe volte a dar vida.

 

 

migrações

As migrações internacionais são, para uns, um grande desafio e, para outros, infelizmente, uma grande ameaça… Façamos das migrações uma enorme oportunidade para a paz no Mundo e para o combate à pobreza, essa sim uma grande ameaça global.

 

PERFIL

O seu percurso de vida traça o seu perfil. Nasceu em Luanda, com 13 anos mudou-se para o Congo e com 16 para Bruxelas, capital onde estudou e residiu até 1985. Nesse ano veio para Portugal. Doutorado em Medicina é especialista em Cirurgia Geral e Urologia. É ainda professor catedrático e Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Mais conhecido entre nós por ter fundado em Portugal a Assistência Médica Internacional (AMI) entidade que preside, foi administrador dos Médicos sem Fronteiras na Bélgica. É membro de inúmeras organizações internacionais de renome, recebeu várias distinções - entre elas a Medalha de Ouro para os Direitos Humanos - e é reconhecido por todos como um homem de causas. Um homem que não conhece apenas as realidades que descreve, sente-as.

 

publicado por Mafalda Avelar às 20:20
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10 comentários:
De Pedro a 18 de Fevereiro de 2010 às 01:15
o seu lugar, é de
De jos a 18 de Fevereiro de 2010 às 09:57
Cara Senhora:
Este Homem pelas virtudes e capacidades que demonstra, já ganhou o meu voto! problema é que ele representa muito da antítese da nata política e da inteligenzia portuguesa. O TER arrasa hoje o SER. Ninguém quer ser de "barriga vazia"!
Oxalá me engane!
Aproveito para lhe fazer um pedido, já que me parece ser alguém fora do esquema do "politicamente correcto":
Conhece o Padre Mário de Oliveira (da Lixa)? É todo desta linha de renovação (revolução) ética tão necessária. Veja www.padremariodemacieira.com.sapo.pt
Se não conhece vai ver que estou certo no que digo e a importância que há para todos em dar voz a quem o sistema, mais ou menos ostensivamente, tenta descredibilizar e calar, seja na área política, seja na social, cultural ou política .
Este presbítero do Porto, preso 2X pela PIDE antes do 25 de Abril foi, curiosamente, afastado das suas funções por D. António Ferreira Gomes (!) por manter a sua verticalidade. Tem muitos livros publicados, todos irreverentes, insubmissos, desinstaladores, provocadores do sistema que nos desumaniza e nos torna robôs.
Prometo que, se algum dia o vir aqui citado ou referido, darei conta como uma boa notícia no meu blogue - bloguedasboasnoticias.blogspot.com

O melhor para si cara Mafalda.
De Graza a 18 de Fevereiro de 2010 às 10:26
A Cidadania Global Solidária pode ser a forma de unir a Humanidade porque ligada já ela vai estando, falta o último passo e um dia ele pode ser dado. É assim que entendo a candidatura do Dr. Fernando Nobre.
De Miguel a 18 de Fevereiro de 2010 às 11:47
Se o Dr. Fernando Nobre não tivesse sido "atirado" para a candidatura pelos "soaristas" teria certamente o meu voto, assim.....lamento profundamente e confesso a total desilusão.

Este filme já o vi há largos anos com a falecida Engª Mª Lurdes Pintassilgo.
De vitor silva a 19 de Fevereiro de 2010 às 00:48
O cavalheiro deveria dedicar-se aos comentarios desportivos, já que a profundidade da sua análise se enquadra bem com a segunda liga.
De Miguel a 19 de Fevereiro de 2010 às 17:38
Agradeço a sugestão de V.Exa. e aproveito para o informar que a segunda liga é tão digna como a primeira, a terceira ou décima.

Quanto à profundidade ou superficialidade da minha análise: abra os olhos e os ouvidos e daqui a uns meses ou um anito voltamos a comentar.
De JCruz a 18 de Fevereiro de 2010 às 12:55
Fernado Nobre, um "Ser Humano" no sentido lato da palavra (é só folhear um dicionário para os mais distraídos).
E com o slogan de campanha "Ser líder é ter deveres. Não é ter direitos", tem desde já à partida o meu voto, e porque, na política como na própria vida são precisos, e muitos, "homens de causas".
De Mafalda Avelar a 19 de Fevereiro de 2010 às 17:55
Deixo-vos o comentário enviado pelo leitor Augusto Magalhães:
Seria necessário Fernando Nobre à Presidência?

Convenhamos que vivemos num País, que é pródigo em acontecimentos, que fazem todos ficar boquiabertos. Lá imaginação, não nos vai faltando. Andamos enredados desde há umas boas semanas, na falta de liberdade de expressão, “nos que sabem o que os outros não sabem,”, “ nos que dizem, que os outros não dizem, mas deviam dizer”, e a novela vai andando e o País fica apalermado, quando situações muito mais preocupantes que deveriam mobilizar “totalmente” o Governo, mas também Todas as oposições, ficam em banho-maria, à espera que talvez se dissolvam em água, ou que o próprio País se vá dissolvendo. Entretanto Manuel Alegre avança como candidato às eleições Presidenciais de Janeiro próximo, algo que era de esperar, e entrementes estar-se-ia a aguarda que mais dia menos, menos dia, Cavaco Silva se posicionasse para nova Corrida Presidencial e que os vários Partidos fossem dando os seus apoios aos seus putativos preferenciais candidatos, mesmo que possivelmente ou não, independentes. Agora, ao que parece vai surgir o médico, Presidente da AMI, a candidatar-se à Presidência da Republica. Como qualquer cidadão, presumo que com mais de 35 anos, e desde que nada obste a que o faça, tem toda a liberdade para o fazer. Mas será oportuno? Será conveniente? Será necessário? Porventura, todas estas questões têm uma resposta afirmativa. Porventura, até poderá vir a ser o próximo futuro Presidente da Republica. Mas que de facto é algo que mais desatenção vem criar no desnorte em que todos andamos, não há sombra de dúvidas. Claro que o medico Presidente da AMI, Dr. Fernando Nobre nada tem que obste a que não possa ser um Presidente da Republica. Mas para quietude deste País, não seria preferível manterem-se na corrida, ou entrarem para a corrida, Manuel Alegre e Cavaco Silva, e entre os dois ver-se-ia qual a opção dos portugueses? Haveria necessidade de aparecer mais um Pessoa, que vai fazer distribuir votos, que poderiam, ser só aplicáveis a dois. Será que havia necessidade, ainda para mais neste preciso momento? Veremos o decorrer do tempo, o que nos trará. Será que a ideia seria que não houvessem só candidatos já com alguma idade? Mas no caso da Presidência da Republica, a idade não é um obstáculo, não necessitamos de grandes renovações, de abismais mudanças, necessitamos de equilíbrio, de alguma experiencia pela política, de alguma credibilidade, de conhecimentos quanto mais abrangentes, melhor. Por certo que de modo algum se vê qual incapacidade para o lugar por parte do Dr. Fernando Nobre, mas à distância, friamente, não haveria necessidade. Mas só o próprio saberá o que o faz correr, e quem o faz correr. Esperemos para melhor perceber. Esperemos que não se venha a perder um bom médico e um bom Presidente da AMI, e esperemos, essencialmente que não seja mais um assunto para fazer com que andemos, durante mais algum tempo a esquecer que o Pais tem necessidades prementes e generalidades de medidas de boa governação, que fazem com que o Governo e as Oposições – nunca é demais repeti-lo – façam mais pelo País. Mas pode ser que seja necessário…. veremos…à distancia, não parece….mas!!!! Nunca se pode dizer nunca!

Augusto Küttner de Magalhães
De lula a 28 de Fevereiro de 2010 às 16:22
bhjhhhjhjuhj
De rui martins a 18 de Abril de 2010 às 23:30
Está convidado para o jantar de 1 de maio com o Dr. Fernando Nobre!

O objectivo é o de reunir um grupo de cerca de 500 amigos, por isso para que tudo corra da melhor maneira possível, e por forma a que este encontro se torne num momento inesquecível para todos os seus intervenientes, é fundamental toda a nossa colaboração, pelo que o Dr. Fernando agradece a sua presença e a de todos os seus amigos e familiares a quem queira divulgar este convite.

Local: Mercado da Ribeira (Av. 24 de Julho, próximo do Cais do Sodré), para quem reside fora de Lisboa e não conhece muito bem o local, são estas as coordenadas de GPS: N 38º 42' 24,89'' , W 9º 8' 44,56''
Hora: 19h 30
Custo: 15 euros (preço do jantar, não é uma recolha de fundos)

Vamos Acreditar!
Divulgue aos seus amigos esta mensagem!

Contacto para marcações: paula.sarmento@lisboacomfernandonobre.org

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