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Sexta-feira, 21 de Junho de 2013
"Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático" vence "Melhor Livro de Economia e Gestão de 2012"

 

"Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático", de Paulo Trigo Pereira (FFMS), venceu a primeira edição do Prémio "Melhor Livro de Economia e Gestão de 2012" do Económico. (Aqui)

 

A decisão final foi tomada na passada terça-feira pelo júri, no Grémio Literário, em Lisboa, após leitura, avaliação e debate de várias obras publicadas por autores portugueses.

 

O Júri é constituído por sete especialistas de três áreas: economia, gestão e edição. Francisco Murteira Nabo (economista), Francisco Veloso (director da Católica Lisbon School of Business and Economics), Guilhermina Gomes (directora editorial do Círculo de Leitores e da Temas e Debates), José Ferreira Machado (director da Nova School of Business and Economics), José Silva Lopes (economista), Pedro Mendonça (Senior Partner da Mckinsey) e Rui Leão Martinho (Bastonário da Ordem dos Economistas) são os elementos do Júri, que é presidido por António Costa (director do Diário Económico).

Escute aqui a reacção de Paulo Trigo Pereira, autor de “ Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático”, ao saber que o seu livro venceu o galardão  “Melhor Livro de Economia e Gestão de 2012” do Económico.

A chamada telefónica foi gravada ontem, às 20h45, hora em que o Júri, reunido no Grémio Literário, em Lisboa, decidiu a obra vencedora.

 

Leia aqui toda a informação sobre o prémio.

 

ENTREVISTA A PAULO TRIGO PEREIRA (por Mafalda Avelar)

Nota: Entrevista sobre o livro publicada na edição impressa do Diário Económico no dia 4 de Setembro de 2012

"A solução duradoura será, em parte, europeia"

O autor escreve ensaio com base num argumento central: os problemas das finanças públicas derivam da fraca qualidade da democracia.

"A situação actual é o resultado de uma cultura e uma prática orçamental laxista de décadas". Este é o mote da primeira parte deste ensaio de Trigo Pereira, que sugere, na segunda parte da obra, e depois de um breve diagnóstico, algumas alterações do sistema político e administrativo. 

Como chega um país à quase bancarrota?
Um país chega à quase bancarrota quando os seus políticos não entendem o essencial sobre a sustentabilidade das finanças públicas e não compreendem a importância das regras orçamentais e de um orçamento equilibrado quando a economia está no seu nível potencial (para permitir políticas expansionistas que geram défice quando está em recessão e políticas restritivas que geram excedentes em alturas de maior expansão económica). Isto leva a que usem várias engenharias financeiras para contornar essas regras (desorçamentação, parcerias público-privadas). Quando a Assembleia da República não só não faz de forma adequada o seu papel, de controle e fiscalização da actividade orçamental do governo, como aprova leis que fazem sistematicamente aumentar a despesa sem correspondente aumento da receita. Quando a actividade orçamental não é transparente e não está sujeita a um atento escrutínio público por parte de entidades independentes. Quando os seu cidadãos estão desatentos e premeiam os políticos que fazem "obra" inútil. Leia-se contraem despesa não reprodutiva e financiada com emissão de dívida.

Porque são pedidos sacrifícios aos cidadãos que parecem não ter fim?
Os ciclos políticos são, por vezes, demasiado pequenos para a solução dos problemas estruturais do país. É o caso da situação que vivemos que, se tudo correr bem, só estará estabilizada do ponto de vista do défice em 2016 (a dívida exigirá outra solução). Ora se o ciclo político é menor que o ciclo de consolidação das finanças públicas, é essencial que haja um acordo entre, pelo menos os partidos do arco da governação (mas desejavelmente ainda mais) para que haja coerência e sustentabilidade em relação aos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses. Tem sido esta incapacidade crónica de os partidos cooperarem minimamente em relação a alguns princípios fundamentais de gestão orçamental que levam à instabilidade das políticas e aos sacrifícios que parecem não ter fim.

Há uma solução duradoura para o problema da dívida pública?
A solução duradoura passa por melhorar as instituições e alterar comportamentos. Desde logo melhorar a Constituição, naquilo que ela tem que é um obstáculo à consolidação orçamental (reformular a arquitectura financeira das regiões autónomas, densificar a lei travão ao aumento das despesas, introduzir a moção de censura construtiva, etc.), alterar o 'modus operandi' partidário (através da reforma do sistema eleitoral, da consignação de parte das subvenções estatais a grupos de estudos, etc.), reforçar o papel da A.R. (quer no debate do O.E. quer na apreciação ex ante de grandes investimentos públicos), criar uma instituição verdadeiramente independente que prepare 'short lists' para a tutela política escolher quem irá nomear os gestores públicos ou os presidentes dos principais Institutos Públicos (à semelhança da existente no Reino Unido), dar operacionalidade e efectividade ao recém criado Conselho de Finanças Públicas, aumentar a transparência do processo orçamental e a informação e deliberação pública sobre as grandes medidas de política económica. A solução duradoura será, em parte, europeia.

 

O AUTOR
Paulo Trigo Pereira 

Professor no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, o autor, de 54 anos, dedica-se ao estudo das finanças públicas, da economia das instituições e dos sistemas eleitorais. Com grande actividade cívica participa em várias instituições - nomeadamente na DECO e na recém lançada think tank Institute of Public Policy Thomas Jefferson-Correia da Serra.

Doutorado na Universidade de Leicester, e tendo sido investigador de algumas universidades estrangeiras, Trigo Pereira foi coordenador do mestrado em Economia e Políticas Públicas doISEG. Autor de vários 'papers' académicos, este é o seu quinto livro

 

http://economico.sapo.pt/noticias/trigo-pereira-vence-melhor-livro-de-economia-e-gestao-2012_171649.html

 

 

publicado por Mafalda Avelar às 15:57
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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
Agualusa vence Prémio Manuel António Pina

In Press-release "Grupo BertrandCírculo"

 

"Recentemente criado pela editora Tcharan, o Prémio Manuel António Pina distingue obras destinadas ao público infantil e juvenil.

José Eduardo Agualusa foi o primeiro galardoado. O júri constituído Inês Fonseca Santos, Adélia Carvalho e Álvaro Magalhães, selecionou o livro pelo livro A Rainha dos Estapafúrdios (com ilustrações de Danuta Wojciechowska e edição Dom Quixote).

... a Quetzal acaba de publicar A Vida no Céu, um romance para leitores de todas as idades."

 

 

 

Este post foi também publicado em Livros&Ecolemomanias, o meu blog no Diário Económico

publicado por Mafalda Avelar às 20:42
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Domingo, 9 de Junho de 2013
Conheça quais são as livrarias preferidas dos Lisboetas

In Press Release: 

 

Bertrand Chiado conquista 1º Prémio

LISBOETAS ELEGEM A LIVRARIA PREFERIDA DA CIDADE DE LISBOA

 

Os lisboetas aceitaram o desafio lançado pela APEL, no âmbito do programa Ler em Todo o Lado, e elegeram a sua livraria preferida da cidade de Lisboa. A Bertrand Chiado reuniu a preferência entre os cerca de 2.500 participantes na votação online, conquistando o 1º prémio. 

 

Pó dos Livros (2º prémio), Ler Devagar Lx Factory (3º prémio), Ferrin (4º prémio) e Leya na Barata (5º prémio) são as livrarias que também mereceram as escolhas dos lisboetas. O Prémio Melhor Catálogo é atribuído à Fnac Colombo, o Prémio Melhor Ambiente é conquistado pela Ler Devagar Lx Factory e o Prémio Melhor Atendimento é atribuído à Ler em Campo de Ourique.

 

A Livraria Preferida foi uma ação lançada pela APEL, no decorrer do programa Ler em Todo o Lado, uma iniciativa coproduzida pela APEL e pela Câmara Municipal de Lisboa - Bibliotecas Municipais de Lisboa no mês de abril, com o objetivo de promover os hábitos de leitura junto de diversos públicos em diferentes locais e através das mais variadas ações.

 

Os Prémios Livraria Preferida foram entregues no dia 04 de junho, às 18:30, na Feira do Livro de Lisboa (Praça Laranja)

publicado por Mafalda Avelar às 21:23
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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013
Económico lança "Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano "

Júri constituído por figuras do mundo da economia, gestão e edição revelará a melhor obra de 2012, no próximo dia 19 de Junho. O autor premiado receberá cinco mil euros. Universidades e mundo lusófono são as apostas das próximas edições.

 

 

Por Madalena Queirós 

 

"O grande mérito de todos os livros de economia e gestão é permitir que os leitores possam ter um espírito crítico relativamente às políticas económicas que estão a ser seguidas", afirmou José Silva Lopes na sessão de lançamento do Prémio "Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano", que o Diário Económico apresentou esta semana. Esta iniciativa surge em parceria com o BES, a Fundação Manuel Violante e conta com o apoio institucional do centro NOVAFRICA e do Grémio Literário. Durante o evento, que decorreu no auditório da APEL na Feira do Livro, em Lisboa, o economista e um dos sete membros do júri, elogiou a iniciativa de lançamento do prémio. "Encontrei muito que aprender. Foi tempo ganho", sublinhou. Sobre as obras nomeadas, lidas e avaliadas ao longo dos últimos meses, Silva Lopes revela que "além da qualidade", ficou impressionado com " a diversidade de contribuições", sublinhou.

 

A "incerteza" da ciência económica foi também sublinhada por José Correia Guedes, director-adjunto da Católica Lisbon School of Business and Economics. "Na física diz-se que cinco leis explicam 99% da realidade. Na economia 99 leis explicam 5% da realidade", ironizou Correia Guedes, que esteve no evento em representação de Francisco Veloso, director da escola, que também integra o júri .

 

Para além destas personalidades integram o painel, que vai escolher o vencedor, Guilhermina Gomes, directora editorial do Círculo de Leitores e da Temas e Debates; o economista Francisco Murteira Nabo; José Ferreira Machado, director da Nova School of Business and Economics, que se fez representar por Catia Batista, professora da Nova SBE e directora executiva do NOVAFRICA; Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas, que se fez representar por Leonor Aires, secretária-geral da Ordem dos Economistas; e Pedro Mendonça, 'senior partner' da McKinsey.

 

"Há uma grande produção de economia porque as pessoas têm necessidade de saber por que é que as coisas acontecem", afirmou Murteira Nabo, em linha com Silva Lopes sobre a análise das obras nomeadas. Pedro Mendonça, 'senior partner' da McKinsey, conclui após a leitura das obras que se tem de se "trabalhar mais sobre as soluções".

 

As vendas do segmento de livros de economia cresceram 4% em unidades e 6% em valor, comparando o primeiro trimestre deste ano com o homólogo, segundo a GfK Portugal. Uma tendência contrária ao restante mercado editor em que se registou uma quebra em valor de vendas mas que tem que ser interpretada de forma alargada e abrangente. Até porque na categoria dos livros, às vezes, o facto de se ter um título específico a vender muito, pode dar ideia de que toda a categoria desse livro está a vender. O que nem sempre acontece. "Há que desmistificar 'booms'", foi a conclusão de Guilhermina Gomes no que toca à interpretação de dados.

 

Por último, Guilhermina Gomes, elogiou a presença dos estudantes na sessão, sublinhando que um dos seus papéis é "retirar da universidade o que se escreve e reflecte, porque poderá ser de um interesse extraordinário para os leitores". O que está em plena sintonia com os objectivos desta iniciativa que passa por estender o prémio ao mundo universitário, distinguindo as melhores teses de mestrado e doutoramento feitas nas instituições de ensino superior portuguesas.  

 

 

 

"Na esteira do que noutros países há muito é organizado anualmente, também a partir de agora em Portugal é importante que se premeie o melhor livro de Economia"

Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas, um dos sete elementos que compõe o Júri desta iniciativa.

 

 

Sobre o Prémio

 

"O Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano", uma iniciativa do Diário Económico, em parceria com o BES e a Fundação Manuel Violante e com o apoio institucional do centro NOVAFRICA e do Grémio Literário.

 

Nesta primeira edição do galardão será premiada a melhor obra de economia e gestão, publicada, em 2012, em Portugal, por um autor português.

Este Prémio é por nomeação. 

 

O Júri é constituído por sete especialistas de três áreas: economia, gestão e edição.

 

Guilhermina Gomes (directora editorial do Círculo de Leitores e da Temas e Debates), Francisco Murteira Nabo (economista), Francisco Veloso (director da Católica Lisbon School of Business and Economics), José Ferreira Machado (director da Nova School of Business and Economics), José Silva Lopes (economista), Pedro Mendonça (Senior Partner da Mckinsey) e Rui Leão Martinho (Bastonário da Ordem dos Economistas) são os elementos do Júri, que é presidido por António Costa (director do Diário Económico).

 

 

publicado por Mafalda Avelar às 11:24
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
Apresentação do "Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano"

 

Foi ontem apresentado o Prémio Económico "O Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano". 

 

Durante a sessão, que decorreu no auditório da APEL, na Feira do Livro de Lisboa, foi apresentado o Júri e o regulamento do Prémio, que nesta primeira edição visa distinguir a melhor obra publicada em Portugal, em 2012, por um autor português.

 

O autor vencedor será revelado até ao final do mês.

 

"O Melhor Livro de Economia e Gestão do Ano" é uma iniciativa do Diário Económico, em parceria com o BES e a Fundação Manuel Violante e com o apoio institucional do centro NOVAFRICA e do Grémio Literário.

 

O Júri é constituído por sete especialistas de três áreas: economia, gestão e edição.

 

Guilhermina Gomes (directora editorial do Círculo de Leitores e da Temas e Debates), Francisco Murteira Nabo (economista), Francisco Veloso (director da Católica Lisbon School of Business and Economics), José Ferreira Machado (director da Nova School of Business and Economics), José Silva Lopes (economista), Pedro Mendonça (Senior Partner da Mckinsey)  e Rui Leão Martinho (Bastonário da Ordem dos Economistas) são os elementos do Júri, que é presidido por António Costa (director do Diário Económico).

 

publicado por Mafalda Avelar às 14:22
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