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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
Hayek, santo-padroeiro do mercado livre, "nunca trabalhou para o sector privado", garante N.Wapshott.

 

(English version here)

 

"Merkel segue as noções conservadoras de Hayek", afirma Nicholas Wapshott, autor de "Keynes/Hayek".

 

Em entrevista afirma ainda que "Hayek é conhecido como o santo-padroeiro do mercado livre e os homens de negócios adoram-no. No entanto, ele nunca trabalhou durante um minuto da sua vida para o sector privado."

(in "Ideias em Estante", coluna publicada no DE, em 28/12/12)

 

 

KEYNES/HAYEK

 

O maior debate da história começou com um pedido de um livro. Um duelo sobre o papel do Estado e o destino da economia mundial

 

"O maior debate da história da economia começou com um simples pedido de um livro. Nas primeiras semanas de 1927, Friedrich Hayek, um jovem economista de Viena, escreveu a John Maynard Keynes, para o King´s College de Cambridge, pedindo um manual de economia escrito 50 anos antes, o livro de Francis Ysidro Edgeworth com o título exótico de 'Mathematical Psychics' (Psíquica Matemática). Keynes respondeu com uma simples linha num postal sem ilustração: "Lamento dizer que o meu stock do 'Mathematical Psychics' já se esgotou." Hayek, um jovem economista desconhecido, ousava assim desafiar Keynes, naquela época já um reconhecido economista.

Segundo Nicholas Wapshott, autor de " Keynes/Hayek - O Confronto que Definiu a Economia Moderna" (D. Quixote), o duelo teve ali o seu início. De forma muito descritiva, o jornalista Wapshott, que é autor de "Ronald Reagan e Margaret Thatcher: a Political Marriage", apresenta as origens - e a história - destes dois grandes economistas, o seu cruzamento intelectual e os homens que os seguiram. Uma longa viagem que ainda hoje marca a agenda das maiores economias do mundo e dos maiores pensadores da actualidade. Exemplo disso é o braço de ferro que Paul Krugman comprou, nomeadamente, com a Europa. Algo que pode ser também entendido no último artigo de Jeffrey Sachs no FT, denominado "We must look beyond Keynes to fix our problems".

"Pode um governo salvar uma economia à beira do colapso?" e "Qual a melhor resposta para uma crise: medidas de austeridade ou políticas de crescimento?" são questões que mexem com a vida de todos e que continuam a marcar a grande divisão entre liberais e conservadores. Um grande duelo sobre o papel do Estado na Economia e o destino da economia mundial, que merece a pena ser respondido pelo autor desta obra.

 

A:Considera que a relação entre " Keynes e Hakyek" é "o confronto que definiu a Economia Moderna". Porquê?

 

Wapshott: O cerne da disputa entre Keynes e Hayek começada há 80 anos atrás é idêntica à escolha política apresentada hoje aos decisores políticos e eleitores: podem os governos intervir de forma a atenuar o desemprego e o baixo crescimento económico? Até à publicação da Teoria Geral de Keynes em 1936, os governos mostravam-se relutantes em intervir nas suas economias. Como a Segunda Guerra Mundial pareceu demonstrar que o vasto investimento (em armamento) curou a questão do desemprego e provocou um crescimento da economia, os governos no Ocidente usaram livremente os métodos Keynesianos para estimular as suas economias em épocas de recessão. No entanto, desde a estagflação nos anos 70 que os limites monetários mais apertados restringiram a acção dos governos. O Monetarismo foi uma política desenhada por Milton Friedman, um admirador da máxima de Hayek de que os governos deveriam ser mantidos pequenos.

 

A: Considera que o Governo Norte- Americano segue "Keynes"? E a Europa?

 

Wapshott: Depois a crise financeira de 2008 e do congelamento que se seguiu dos bancos, a equipa do tesouro de George W. Bush propôs um estimulo Keynesiano de 800 biliões de dólares para prevenir que a economia americana entrasse numa recessão catastrófica, que parecia ser tão profunda e duradoura como a Grande Depressão da década de 30. O Presidente Obama pediu emprestado o dinheiro para colocar em prática este programa de estímulo. No entanto, em poucos meses deu-se um remorso de quem pede emprestado por parte do movimento do Tea Party nos EUA, e as restantes medidas de estímulo foram congeladas quando o Obama perdeu o controlo da Câmara dos Representantes nas eleições intercalares de 2010. Os Republicanos continuaram a dominar a Câmara e colocaram um ponto final na continuação de medidas de estimulo Keynesianas pedidas por Obama. As disputas entre a Câmara e a Casa Branca durante o Verão passado relativas ao limite da divida, e actualmente sobre o "penhasco fiscal", continuam a batalha dos anos 30 entre Keynes e Hayek. Keynesianos como Obama estão preocupados com o desemprego, enquanto que os Hayekianos como o Tea Party estão mais preocupados com a inflação e com o crescimento do peso do Estado na economia, o que é um corolário natural das políticas expansionistas preconizadas pelo Keynesianismo.

 

Na Europa, os alemães governados por Merkel seguem as noções conservadoras Hayekianas de que os governos devem estar atentos à inflação e controlar os gastos. Isto tem significado impor uma política de austeridade em toda a Europa, mas particularmente nos países do Mediterrâneo cujos governos têm grandes quantidades de divida. A austeridade provoca desemprego e reduz abruptamente o tamanho dos Estados. Mas também é indutora de recessão em países que necessitam de pleno-emprego para pagar os seus empréstimos. A abordagem Hayekiana é como tal auto-derrotista. Em contraste com Merkel, Fraçois Hollande na França, tem sugerido concentrar-mo-nos em primeiro lugar no estimulo do crescimento - um impulso Keynesiano - no entanto o domínio alemão da União Europeia significa que ele, também, tem sido obrigado a tirar pessoas do emprego, de modo a reduzir os empréstimos do governo francês. Isto é puramente Keynes vs Hayek.

 

 

A:Qual foi a maior surpresa nas "escritas" desta obra?

 

Wapshott: A maior surpresa para mim ao investigar a vida de Keynes e Hayek foi ter descoberto que as percepções populares relativas a estes dois grandes pensadores eram bastante exageradas. Na América, Keynes é visto pelo conservadores como um socialista ou um comunista, sem ele nunca sequer ter sido membro do Partido Trabalhista. Ele é descrito como um inimigo do mercado livre e do capitalismo. Como tal foi um surpresa descobrir que Keynes entendia perfeitamente o mercado e ter sido capaz, através da sua mestria sobre como este funciona, arrecadar duas grandes fortunas. Ele costumava ficar na cama até à hora do almoço, com um copo de champanhe numa mão e o telefone na outra com seu corretor. Apesar de ter trabalhado durante um breve período de tempo para o governo, onde negociou o empréstimo dos Aliados junto dos banqueiros americanos para conduzir a Primeira Guerra Mundial, durante o resto da sua vida Keynes ofereceu os seus serviços e aconselhamento. Ele foi chairman de um companhia de seguros e pró-negócio, tendo inclusive aconselhado o presidente Franklin Roosevelt durante a Grande Depressão a não ser tão hóstil para com a iniciativa privada.

 

Hayek é conhecido como o santo-padroeiro do mercado livre e os homens de negócios adoram-no e às suas ideias. No entanto, ele nunca trabalhou durante um minuto da sua vida para o sector privado. Aliás, a única vez que ele esteve perto de abraçar a iniciativa privada foi quando ele se encontrava sem um tostão em Nova Iorque e aceitou um trabalho a lavar pratos. Antes das suas mãos estarem mergulhadas em espuma e água, ele foi resgatado por um professor de economia que lhe deu dinheiro. Hayek trabalhou sempre para o sector público, beneficiando de doações caritárias de homens de negócios ligadas a várias instituições académicas. No entanto, e durante a altura em que se estava prestes a reformar Hayek foi obrigado a vender a sua biblioteca pessoal à Universidade de Freiburg para se suster e morreu sem um tostão. Há aqui uma lição parece-me, para os que insistem que só aqueles que percebem de negócios - Mitt Rommey, por exemplo - são competentes a gerir uma economia.

 

 

 

 

 

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publicado por Mafalda Avelar às 14:04
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